Enjoy the silence*…

Dia do Silêncio 07/05

Silêncio *

Vi recentemente duas celebridades se referirem ao silêncio como “um luxo essencial à todos”;

A atriz Brigit Bardô ao ser questionada sobre o que era um luxo para ela respondeu: “Um lugar onde eu posso ficar em silêncio; O silêncio é um luxo!”. O cantor Andrea Boccelli questionado sobre o que o inspira respondeu: “O mar e o silêncio – e completou dizendo: Todos precisamos do silêncio”

Será isso pura coincidência? Eu creio que não e tenho uma opinião a respeito:

De fato, quanto mais alto as pessoas chegam em sua concepção de sucesso mais sentem falta de coisas simples e as valorizam. Enquanto muitos buscam o topo, à todo custo e sem muito cuidado, aqueles que lá estão tentam se aproximar do simples, do irrisório e do corriqueiro que deixaram para trás na sua busca pelo topo.

Hoje é tudo tão corrido, tudo tão grande e deveras pesado que ir supermercado após o trabalho torna-se tão exaustivo quanto disputar uma luta greco-romana. Corre-se contra o tempo, corre-se para poupar tempo e quase nunca aproveita-se o tempo. Luta-se para ter um bom carro e depois reclama-se muito do trânsito que só aumenta, da posluição que só piora e dos gastos que ficam cada vez maiores… Onde fica o prazer de desfrutar nossas conquistas?

Não que seja errado lutar pelo topo, pela concretização dos sonhos e pelo sucesso, o que não deveria acontecer era nos esquecermos do simples, do silêncio, do auto-conhecimento e do bom relacionamento com o mundo dentro de nós.

Todos devem alcançar o sucesso (dentro de sua concepção do que é o sucesso), afinal fomos feitos para a felicidade plena!

Quando iniciei falando do silêncio me veio a cabeça as expressões faciais do cinema mudo que emociona tanto quanto um recital de Shakespeare, vejo que perdemos aquele olho no olho, carinho na mão, aquele jeito de abraçar bem apertado tudo pela correria do dia-a-dia, atrás de necessidades que às vezes inventamos; O silêncio nos ensina, emociona, recorda e traz à tona tudo o que está dentro de nós (bom ou ruim). Silenciar nos aproxima da bagunça dos nossos pensamentos e nos permite organizá-los, colocar cada coisa no seu devido lugar e aí sim ter disposição e condição para sair em busca do topo. Silenciar é solidificar nossos alicerces para nossa construção pessoal.

Quando nos aquietamos em meio ao barulho e stress do dia-a-dia temos a oportunidade de dar e e receber um “bom dia!” com feição e sentimento de gente, o que faz toda a diferença! Por incrível que pareça o silêncio começa em nós, é gratuito e beneficia todo o mundo ao nosso redor. Não é preciso chegar ao topo para poder olhar para trás e ver a importância das coisas simples. Não espere seu mundo mudar para mudar a si mesmo.

Pare agora, silencie sua mente, enxergue-se como você é, reabasteça suas energias e saia pelo mundo para conquistar tudo o que deseja sem carregar pesos ou travar lutas desnecessárias. Aproveite o simples, o corriqueiro e o silêncio, pois eles fazem toda a diferença em nós. Silencie e coloque cada sentimento na sua devida proporção: aumente o amor relembrando bons momentos, esvazie-se da raiva e do ‘estress’ elevando seu pensamento aos bons sentimentos que você carrega, descubra que toda a força que você precisa está em você e não no mundo lá fora. Aproveite para olhar mais as pessoas, cultivar mais relações despretenciosas e deixar os dramalhões fora da sua vida, reviva boas risadas, seus micos e troque olhares sinceros de afeto, respeito e carinho com todos… Sem muitas palavras, mas com muito sentimento;

Acredite esse exercício é diário e vale a pena! O sucesso é consequência da luz que há em cada um de nós e a felicidade está em nós!

* Enjoy the silence é a música título do single de 1990 da banda Depeche Mode!

Music

Music
I’m so in love with my music
The way you keep me Movin
Ain’t nobody doing what you’re doing
Doing, doing
So bring me back to the day
When tape decks press play DJ drop the needle til the
Record just break
You are my sunlight
You are the one mic
That sound so sweet because the beat just inspires me
Ooh

Por: Joss Stone

Victory’s Time

“Se voce acreditar na vitória, a vitória acreditará em você.
Arrisque tudo em nome da oportunidade, e afaste-se de tudo que lhe ofereça um mundo de conforto.
Talento é um dom universal. Mas, é preciso muita coragem para usá-lo; não tenha medo de ser a melhor.”

“Desconfie do destino, acredite em você!”

Eu de fato estou convencida de que as pessoas bem sucedidas, não apenas financeiramente, mas aquelas que são inteiras, são do bem e carregam um brilho especial são aquelas que acreditam mais no poder de si do que no poder do dinheiro, da ganância, da posse.
Para mim, pessoas bem sucedidas se baseiam em ser, não em ter… o resto é conseqüência!

Por isso, se posso afirmar algo com toda certeza de minha alma é que eu quero ser!! Ser um humano que se preocupa em ser cada vez mais humano! Ser é essencial… todo o resto é conseqüência!

“The victory, comes beyond the holy cross and nobody else can blame, what your love can touch, my Lord!”

Escolhas

Segundo a Bíblia o maior bem conferido a humanidade por Deus foi o livre harbítrio, o poder de fazer suas escolhas livremente. O motivo da luta de muitos homens e mulheres por todo o mundo há vários séculos têm sido poder vivenciar suas escolhas livremente.
A sociedade têm vivido assim: Alguns escolhem, outros acatam e uns poucos ousam pensar diferente. Os que escolhem muitas vezes o fazem por conviniência mais que por convicção, os que acatam o fazem por ignorância ou preguiça de pensar que julgam ser falta de opção, os que ousam ficam à margem, são criticados e tidos como rebeldes ou “diferentes” pelo simples fato de exercer o livre arbítrio.
Tudo na vida é escolha, você escolhe como viver, como se vestir, como amar, como ser e como ver o mundo. Ao longo da nossa vida absorvemos muita informação vinda de várias fontes e cabe a nós escolher o que nos é útil, já diziam há muito que o ser humano é um filtro e graças a democracia podemos ser o mais seletivos possível em todos os níveis e aspectos.
Mesmo quando pensamos:”não tenho escolha” sempre há uma segunda opção ou uma saída pela tangente; Vou tentar esclarecer com uma história veridica: “Num dia chuvoso e frio numa favela um pai de famíla com 4 filhos, desempregado e semi-analfabeto se levanta veste sua única camisa, beija sua esposa – que o sorri encorajadoramente, abençoa os filhos e sai de casa. Vai de porta em porta oferecendo sua mão-de-obra para qualquer serviço em troca de alimento ou dinheiro. Poucas portas se abrem, ainda chove muito e ao final do dia ele consegue R$ 3,00, volta para casa com 6 pães, 1 litro de leite C e 5 balas e faz a fartura da casa; Na manhã seguinte restam-lhe R$ 2,00, então ele vai a feira e compra 2 sacos com 6 limões e sai de porta em porta oferecendo então o limão e sua mão-de-obra. Assim, no final do dia ele consegue R$ 1,50 por cada saco de limão e mais R$ 3,00 por ajudar um comerciante, voltando para casa compra 6 pães doces e leite C e tem no bolso R$ 5,00, com isso sente que o dia foi um sucesso. Após 30 anos e muita luta esse homem tem uma casa financiada, filhos graduados e se sente o homem mais bem sucedido da humanidade”
O que eu quiz dizer com isso? Bom, aquele homem não tinha nada além da boa vontade e disposição para enfrentar a chuva, o frio e a fome, ele poderia ter se queixado, lamentado da vida e concluir que não havia mais opções além de sofrer e ver seus filhos com fome. As opções eram: contemplar a falta de beleza da sua vida ou levantar-se e dar literalmente a cara a tapa na rua; Aquele homem fez a sua escolha e mudou a realidade de sua família.
Nós só podemos esolher por nós mesmos, os outros, nossos amigos, colegas e amados devem também fazer suas escolhas e mesmo que sejam divergentes das nossas, o único papel que nos cabe é respeitar e não, tentar mudá-las.
Imagino se a esposa daquele homem tivesse optado por desencorajar seu marido ou o abandonar, com certeza o final dessa história não teria sido tão feliz, mas, a escolha dela foi acreditar na força de vontade do seu marido e seu papel foi respeitar e confiar. As 2 escolhas, dela e do marido, fizeram uma nova realidade.
Todos podem e devem escolher o melhor para si, desde sentimentos, ações, reações, experiências, pensamentos e etc; Se minha escolha não é a do outro eu só posso respeitar, para que também respeitem as minhas escolhas, isso resolveria os pré-conceitos, racismos e tantos ‘ismos’ do nosso mundo.
Não devemos causar guerras diárias (conosco ou com os outros) quando alguém escolhe não estar mais ao nosso lado, precisamos ser livres para escolher e para viver, necessitamos deixar os outros livres para fazerem suas escolhas, vivê-las e também mudá-las, por que não?
Algumas lições vitais que aprendi são: Minhas escolhas tem ação direta no mundo e nas pessoas que nele habitam, incluindo EU; Deus criou o bom-senso e o uso dele aliado ao Semancol nosso de cada dia me ajuda a fazer boas escolhas; É preciso uma dose cavalar de coragem para fazer escolhas que sejam sinceras, comigo e com todos, e mais coragem ainda para aceitar as escolhas dos outros.
É bom lembrar que os nossos únicos juizes são a nossa consciência, nossos sentimentos e nosso coração, portanto sempre podemos fazer novas escolhas, sempre podemos voltar atrás e corrigir, podemos escolher o perdão e a paz para conviver bem com as escolhas dos outros.

Trecho do livro: A Arte da Guerra, de Sun Tzu

Capítulo V: Estratégia do Confronto Direto e Indireto

“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de
organização.”

Sun Tzu disse:
“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização. Controlar muitos ou poucos é uma mesma e única coisa. É apenas uma questão de formação e sinalizações”.

Lembre-se dos nomes de todos os oficiais e subalternos. Inscreva-os num catálogo, anotando-lhes o talento e suas capacidades individuais, a fim de aproveitar o potencial de cada um. Quando surgir oportunidade aja de tal forma que todos os que deves comandar estejam persuadidos que seu principal cuidado é preservá-los de toda desgraça.

As tropas que farás avançar contra o inimigo devem ser como pedras atiradas em ovos. De ti até o inimigo, não deve haver outra diferença senão a do forte ao fraco, do cheio ao vazio. São as operações chamadas “diretas” e “indiretas” que tornam um exército capaz de deter o ataque das forças inimigas e não ser derrotado.

Em batalha, use geralmente operações “diretas” para fazer o inimigo engajar-se na luta e as operações “indiretas” para conquistar a vitória.
Em poucas palavras, o que consiste a habilidade e a perfeição do comando das tropas é o conhecimento das luzes e das trevas, do aparente e o secreto. É nesse conhecimento hábil que habita toda a arte. Assim, o perito ao executar o ataque “indireto” assemelha-se ao céu e as terras, cujos movimentos nunca são aleatórios, são como os rios e mares inexauríveis. Assemelham-se ao sol e à lua, eles tem tempo para aparecer e tempo para desaparecer. Como as quatro estações, ele passa, mas apenas para voltar outra vez.

Não há mais que cinco notas fundamentais, mas, combinadas, produzem mais sons do que é possível ouvir; não há mais que cinco cores primárias, mas, combinadas, produzem mais sombras e matizes do que é possível ver; não há mais que cinco sabores, mas, combinados, produzem mais gostos do que é possível saborear.

Da mesma forma, para ganhar vantagem estratégica na batalha, não há mais que as operações “diretas” e “indiretas”, mas suas combinações são ilimitadas dando origem a uma infindável série de manobras. Essas forças interagem, um método sempre conduz ao outro. Assemelham-se, na prática, a uma cadeia de operações interligadas, como anéis múltiplos, ou como a roda em movimento, que não se sabe onde começa e onde termina.
Na arte militar, cada operação tem partes que exigem a luz do dia, e outras que pedem as trevas do segredo. Não posso determiná-las de antemão. Só as circunstâncias podem ditá-las. Opomos grandes blocos de pedra às corredeiras que queremos represar, empregamos redes frágeis e miúdas para capturar pequenos pássaros, entretanto, o caudal rompe algumas vezes seus diques após tê-los minado aos poucos.

Quando uma ave de rapina se abate sobre sua vítima, partindo-a em pedaços, isso se deve à escolha do momento preciso. A qualidade da decisão é como a calculada arremetida de um falcão, que lhe possibilita atacar e destruir sua vítima. Portanto, o bom combatente deve ser brutal no ataque e rápido na decisão.

Embaralhada e turbulenta, a luta parece caótica. No tumulto de um combate pode parecer haver confusão, mas não é bem assim, entre a confusão e o caos uma formação de tropas pode parecer perdida e mesmo assim impenetrável, sua disposição é na verdade circular e não podem ser derrotadas. A confusão simulada requer uma disciplina perfeita, afinal, do caos estimulado se origina do controle, o medo fingido exige coragem, a fraqueza aparente se origina da força. Ordem e desordem é uma questão de número, de logística; coragem e medo é uma questão de configuração estratégica do poder, vantagem estratégica; força e fraqueza é uma questão de disposição das forças, posição estratégica.

O sábio comandante possui verdadeiramente a arte de liderar aqueles que souberam e sabem potencializar sua força, que adquiriram uma autoridade ilimitada, que não se deixam abater por nenhum acontecimento, por mais desagradável que seja. Aqueles que nunca agem com precipitação, que se conduzem, mesmo quando surpreendidos com o sangue-frio, que tem habitualmente nas ações meditadas e nos casos previstos antecipadamente. Aqueles que agem sempre com rapidez, fruto da habilidade, aliada a uma longa experiência. Assim, o ímpeto de quem é hábil na arte da guerra é irrefreável e seu ataque é regulado com precisão.

O primeiro imperador Han (256-195 a.C.), desejando esmagar seu oponente Hsiung-nu, enviou espiões para conhecer sua condição. Mas este, sabedor do fato, ocultou com cuidado todos os soldados fortes e todos os cavalos bem alimentados, deixando apenas homens doentes e gado magro à vista. O resultado foi que os espiões, por unanimidade, recomendaram ao imperador que atacasse.