Encontros e despedidas…

“Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos seus caminhos.” Salmo 91;11

Conheci você meio sem motivo… Num encontro inusitado e eu quase que não estaria lá… Mas, nada foi por acaso, nem nunca será!

A nossa convivência cresceu num dos momentos mais difíceis da minha vida, momento de perdas incomensuráveis que mudariam minha vida para sempre!

Das despedidas mais doloridas aos encontros mais sublimes naquele ano de 2006 eu vivi quase todas… No ano seguinte veio a despedida mais dura, mais triste… E nossa convivência foi se tornando uma amizade cheia de afinidades inexplicáveis! A distância física nunca mudou o carinho e a cumplicidade de ambas! E-mail, orkut, baladas tudo era motivo de abrir o coração e ter na outra um ombro para chorar e um sorriso sempre aberto!

Ah, seus conselhos, dos mais doidos aos mais sensatos, seu sorriso e jeito brincalhão foram e, ainda são, uma força excepcional que me fazem ser ainda mais feliz!

Hoje, é você que passa pela dor da perda… Mas, assim como Deus me mandou você como um anjinho para guardar meus caminhos, estou aqui, orando por ti e intercedendo para que seus caminhos voltem logo a se florir!!

Deus nos emprestou grandes almas para que as chamássemos de “PAI”… Mas, Deus também é pai e quando sente saudades dos seus filhos os chama de volta para casa… Lá não há dor, angústia ou sofrimento, só felicidade e luz! E para nós Deus dá o consolo necessário através das pessoas que colocou no nosso caminho!

Gi, te amo como irmã de alma! Estamos juntas, choramos juntas e lá, onde só as almas muito boas podem entrar, nossos pais são nossos anjos e olham por nós!

Dia 20/06 dia do aniversário do meu pai… Dia 26/06/2007 dia da última internação dele, começava a trajetória de um herói voltando para casa… 26/06/2009 George B. da Silva mais um herói retornando para os braços do Pai!

E o céu está mais uma vez em festa!! E aqui na terra como diz o Salmo 91: “aos seus anjos dará ordem a (nosso) respeito, para (nos) guardarem em todos (nossos) caminhos!!

Estaremos sempre juntas e muito bem amparadas!


À meu pai:

Feliz aniversário meu rei… Saudades infinitas, eternas e fortes, assim como nosso amor!
Mais um ano…

“Porque eu sempre vi em você minha luz, minha força!
E quero agradecer-lhe agora por todas as maneiras que você esteve [e está] comigo
Você estava lá por mimPara sempre!”


Anúncios

Da gramática da ‘minha’ vida

Devaneios de uma professora voluntária na alfabetização de adultos, que o faz por amor das letras, da vida!


Creio que cabe aqui umas “aspas” para elucidar alguns “pontos”…

Sempre tem uma vírgula me apurrinhando a idéia dizendo que há ainda algo a ser dito… Entendeu? Pois é assim mesmo, (vírgula – subtende-se que a frase continua) – Agora você entendeu!

E os acentos, então? O que eu mais gosto é o agudo, o mais enfático, mais forte, gosto de tudo que é assim… Sou bem assim, também! Mas, gosto também do circunflexo, dos sons fechados e do desenho dele. O til me lembra uma palavra que não gosto muito, mas acabei de usar: (eNe-A-Ó-til).

A crase me confundiu muito na infância, mas gosto do nome dela, me lembra o nome de uma tia velha que não tenho! (Que imaginação a minha!).
As vezes quero colocar crase em tudo, juntar tudo, tornar um só, mas, a regra diz que têm que ser idênticas as vogais para se tornar uma só! E com isso não concordo não, daí vem o apostrófo que tem um nome sonoro e engraçado (um dia vou usar para chamar um dos meus hamsters – se eu não inventar um mais legal!)…

Desse tal apostrófo eu quero mais, quero poder usá-lo para aglutinar minha vida a de ‘alguéns ‘por aí… Meu coração, meus sonhos, etc., porquê mesmo juntando ele não gruda… Respeita a individualidade, sabe como é? Juntar copo com água sem ninguém deixar ser o que é…

E, no fim, me vejo com a exclamação! Ah, essa eu amo de paixão, uso muito, em tudo, sempre… É típica dos enamorados, extremistas, românticos, temperamentais e como eu sou tudo isso e mais um pouco, tudo para mim é no imperativo e deve ser terminado com a exclamação! Se possível ‘afirmada’ várias vezes!!!

Agora, tem um troçozinho que me insulta, me ultraja, me instiga, me irrita (várias vezes) é a tal interrogação, humpf! (adoro onomatopéias!)… Voltando a interrogação, dela eu não gosto não, (até rimou), mas as vezes se faz necessária, correto? (interrogaçao, abre espaço para outro. resposta, abertura… Captou?).

É preciso sentir uma dúvidazinha, para se arriscar um pouco mais e ir mais longe. A questão é o que você faz diante das interrogações, incertezas e dúvidas… Por mais que eu não goste delas eu quero tê-las sempre no caminho, me forçando a alçar novos vôos, buscar novas saídas e chegar nas exclamações!

Como podem ver meu texto tem muitas reticências, e os letrados de plantão sabem que sem elas ele faria muito menos sentido! É assim na minha vida também. sou viciada pelas reticências.. Sem elas, as reticências, minha vida não faria nenhum sentido…

– Reticências ah reticências…

Algumas reticências da minha vida eu mesma as coloquei onde estão para que ali fiquem… Gosto delas! Outras que não coloquei também as quero e me agarro nelas! Reticências para mim é sinônimo de coisa boa no final, continuação, esperança…

Ah… reticências… (estou suspirando por vocês!)

E é isso… Mais um texto da série: Minhas associações da vida – Associando a vida: à literatura, à poesia, ao cinema, à música…

Da luz da verdade!



Os dias vão passando e determinadas coisas ficam cada vez mais claras… Como disse Eugenio Montale: “Tendem a claridade as coisas obscuras…” Comprovando a minha teoria das pessoas Girassol (assunto para outro post)!

O mundo muda, querendo ou não… A verdade é uma luz tão forte que nada pode ofuscar! E aos que dela desfrutam nada fica invisível, nem mesmo o que não se vê de fato!!

Desses anos que passaram ficou um despertar e bastou olhar ao meu redor para ver nuances antes inimagináveis… Algumas rosadas, outras lilases, azuis e até pretas também… Mas, todas com um novo olhar, mais claro e iluminado!

O decorrer do tempo me mostrou que os inimigos nem sempre são inimigos, e que só podemos chamar de amigos aqueles que merecem e do amor, ah… dele não se pode fugir!… Que os erros (até os meus) são perdoáveis (e são cometidos pelo simples fato de sermos humanos)…

Nestes dias vi, (provei e comprovei) que tem gente por aí que anuncia gato por lebre, vende para si mesma e, sozinha paga a conta! (Incluindo a terapia, os remédios, a vida de mazelas e os anos de solidão…) – [Como você bem me dizia (ou tentava a sua maneira), e comome explicou recentemente o prazer da excitação do mal que elas se fazem é o que faz sobre-viver (*de sobre-vida), mas enfim, você também pena… Paga a conta junto levando boa parte das mazelas em si e se conformando com isso! (Essa foi a maior clareza que você poderia me dar!).]

Eu explico: Se sabes da verdade e ainda assim a omite, por qualquer motivo que seja, pagará tu também a conta da mentira. Se alguém deseja enganar a si próprio, que o faças, semeando nada para colher ilusão, mas que tú não o ajudes iludindo-o também, para que a ilusão não se tornes tua paga; (Ensinamento Oriental).

Somente alguns raros seres humanos se dedicam à verdade e apreciam a claridade! Pois na luz tudo vem a tona! É preciso coragem para assumir a realidade com as suas belezas, mas também com suas dores…

Descobri, nesses últimos dias que assumindo as dores, elas passam e tudo muda, pois é assim que o Deus, força criadora e mantenedora, infinito em sabedoria, trabalha… Ensinando aqueles que querem aprender e, quanto aos que não querem, Ele continua tentando ensinar… E as situações se repetem cada vez mais fortes (tanto para o bem quanto para o mal) até que o indíviduo decida iluminar-se com a verdade!

O tempo nem sempre é um bom aliado para aqueles que não apreciam a luz… Na verdade ele se torna um verdadeiro algoz!!

O erro que cometi em deixar de ver à luz da verdade não cometerei novamente! E para os meus erros a paga já foi feita e prova disso é a redenção do tempo presente! E sim, certas feridas nunca se cicatrizam, um verdadeiro amor nunca morre, uma boa música jamais será esquecida, um amigo verdadeiro sempre será um amigo. Quanto mais o tempo passa isso se torna ainda mais perceptível e tangível para mim! A terra não para de rodar, a vida continua a existir mesmo depois do nosso “último suspiro”… As vezes um brilho nos olhos, (aquele brilho que sempre consigo identificar) é o necessário para se conseguir perceber o que o mundo já deu como certo… E só quem aprecia a luz e assume a verdade pode ver!

E como já disse o Cristo: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!! Ah… se todos entendessem o que isso significa!

Referência: Saber transmitir a verdade – É… as coisas se repetem!!

Eloise to Abelard…

França, século XII. Abelardo (1079-1142) é um padre de 51 anos que foi designado para ser tutor de Eloísa- ou Helöisa – (1101-1164), uma jovem de 18 anos. Eles se apaixonam, mas devido à posição de Abelardo, casam-se secretamente. Eloísa engravida, então seu tio descobre a paixão ilícita (segundo ele), mas não o casamento. Então, após ser destituído de seu cargo, Abelardo é castrado. Após o episódio Abelardo se ‘interna’ em um mosteiro. Eloísa, após ter o bebê, segue para um convento, onde faz voto de silêncio. Eles, então, trocam algumas cartas.

O poema de Alexander Pope (1688–1744), publicado em 1717, seria uma das cartas de Eloísa para Abelardo. Angustiada por seus desejos sexuais por Abelardo, principalmente nos sonhos, e pelo desejo de satisfazê-los, e sendo agora ele é um eunuco (algo que ele considera uma libertação de seu “contágio pela impureza carnal”), nem que quisesse poderia corresponder aos desejos dela… Ela clama não por perdão, mas pelo esquecimento (rf.). É nesse contexto que está o citação no filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (citado abaixo):

“Feliz é a inocente vestal (virgem); Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida. Brilho eterno de uma mente sem lembranças; Toda prece é ouvida, toda graça se alcança.” (Citação que aparece no video do post abaixo!)

Nunca mais se encontraram em vida, só se reuniram novamente quando seus restos mortais foram levados para o cemitério Pere-Lachaise, em Paris, logo após o sua construção. (Foto ao lado com link do site do cemitério)

Enfim… Qual é a relação de Abelardo e Eloísa com Joel e Clementine?
Todos querendo esquecer algo inesquecível… Ambos vítimas de suas lembranças, de suas memórias, de seus atos e escolhas. Como apagar algo que faz parte de nossa alma? Seria melhor não ter vivido e não ter nada a lembrar, mesmo lamentar? Ou melhor seria se arrepender pelo que se viveu do que pelo que deixou de se viver?
Lanço a última pergunta: olhar a vida passar para nos resguardarmos de futuros ressentimentos ou tomar parte ativa nela, mesmo que isso possa ocasionar algum remorso?