Feliz desejos novos!!!

Não vou postar meus votos pessoais ou promessas para essa virada de ano, vou postar minha lista de melhores desejos, assim cada pessoa que ler formará uma corrente de desejos positivos e isso é mais forte do que podemos imaginar!!

  • Desejo muito e acima de tudo o Amor! Amor no mundo, nas pessoas, em mim…
  • Desejo logo em seguida a verdade, sinceridade e honestidade! Primeiro a minha comigo, depois com as pessoas e vice-versa!
  • E ainda para ter os dois primeiros e todo o resto desejo força. Força de caráter, de coração, de valores, de propósitos. Força!
  • Desejo ter alegria, aquela das crianças, aquela simples alegria de estar viva!
  • Desejo muita coragem, aliás que venha uma dose redobrada de coragem! Para tudo quero ainda mais coragem!
  • Desejo sutileza nos gestos, docilidade nas palavras, beleza nos sentimentos, cor nos pensamentos!
  • E como já era de se esperar quero mais simplicidade para mim, para minha vida, meus relacionamentos (todos, pessoais ou não!). Quero simplicidade desde o nascer até o pôr do Sol!
  • Desejo sabor e temperatura nas minhas atitudes e ações! Sabor intenso, marcante! Temperatura ideal, nem quente, nem frio demais! E mesmo que incômodo desejo sentir o sabor e temperatura das ações e atitudes dos outros… Ou quente ou frio… Nada morno!
  • Desejo equilíbrio. Pesar e medir, depois agir… Equilíbrio, essa palavra diz tudo!
  • Desejo ter mais visão, visão do outro, da verdade do outro não só da minha! Desejo uma visão que ao se olhar no espelho enxergue minhas entrelinhas, não só a superfície!
  • Desejo ser mais abraço, mais beijo, mais carinho, menos palavra!
  • E não posso esquecer de registrar que desejo ser mais presença, menos saudade!
  • Desejo ser silêncio, quietude, calmaria… E shiiii até para meu batimentos cardíacos acelerados!
  • Desejo a falta de ar dos suspiros apaixonados. Desejo a falta de ar daquele segundo de pulsar de vida em que pararia a Terra para nos abanar! Desejo isso a cada passo que der!
  • Ah! E como sempre desejo sustos, surpresas, daquelas de saltar os olhos e abrir a boca, o coração e um largo sorriso!
  • Desejo não desejar nada além… Sem excessos prejudiciais!
  • Desejo esperança e fé para acreditar no que “a-i-n-d-a” não posso ver!
  • Desejo renovar e reafirmar as 7 forças que me guiam e guardam: Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração! Desejo renovar e reafirmar as 7 forças que me sustentam e amparam: Tempo, Renovação, Concentração, Fogo, Disciplina, Maturidade e Misericódia!
  • E desejo louvar a cada dia, a cada barreira derrubada, a cada castelo erguido os 3 mistérios que me acompanham na jornada: os Senhores da Vitalidade, as Senhoras dos Desejos (a quem dedico os meus!) e o Regente do Vazio de onde tudo se origina!
  • Desejo que o sentimento de gratidão já tão grande em mim depois destas linhas cresça ainda mais e transborde de mim em atos, palavras, gestos, ação, doação!
  • E mais ardente em mim é o desejo de viver perdão! Sim, viver o perdão! Coisa tão difícil para mim! Desculpar aqueles que me machucaram, me desculpar pelas vezes que errei comigo e com outros… Desejo perdoar, a mim e aos outros! E assim me esvaziar dos pesos e ser leve… Sempre!!
  • E sendo leve desejo sonhar tanto que ande com a cabeça nas nuvens, o coração no infinito e os pés firmes na estrada!!
  • Desejo ainda que cada um que ler isso partilhe e receba estes desejos (e todos quanto estiver em sua mente agora) em dobro!!

Feliz desejos novos!!

Agradecimento… Devaneios de Fim de Ano…

As palavras não fazem o homem compreender, é preciso fazer-se homem para entender as palavras”. (Poema Zen)


Durante este ano caminhamos, produzimos,fizemos tentativas de encontros, buscas, alguns grãos ficaram ao sabor do vento, alguns queimaram, outros produziram ressonâncias, com maior peso, alcançaram terra e água…


Pequenos gestos e ações possuem uma força extraordinária, mas cada um de nós está ou não aberto para recebê-los e isso não depende apenas da potência dos gestos ou da nossa abertura, mas sim do resultado dos gestos e ações a nós direcionados que criaram em nós resistências.

Criamos resistências “necessárias” ante aos gestos sem afeto e sem bondade que recebemos (por qualquer motivo que seja), de certa forma isso nos manipula e cabe a nós a tentativa de permanecer e congelar as certezas que foram úteis, mas precisam ser atualizadas recicladas, oxigenadas através de novas experimentações.

Resistimos ao novo sem rompermos com algumas velhas conquistas, que foram importantes, mas se foram. Quando nos tornamos resistentes em excesso falta-nos o discernimento, a inteligência e a sensibilidade!

Ouço muito se falar em “Moral”, somos naturalmente morais? Ou a moral foi um meio, um caminho ultrapassado em direção à ética (algo que pouco se usa hoje em dia)? Um caminho a ser deixado – na minha humilde opinião…
O caminho da moral, do juízo, do julgamento, dos discursos pedantes, despóticos destituídos de verdades, ainda servem? Servem a quem? Àqueles que de falsidade necessitam, pois não exercitam a faculdade do pensamento, tampouco buscam beber de fontes de águas mais vivas, intensas e verossímeis!

“De animais técnicos que usam ferramentas, passamos para o operário mecanizado de Chaplin, para o trabalhador automatizado de Metrópoles, mas a perspectiva que se abre agora é de termos um homem fundido às máquinas, um homem-máquina no sentido literal.” (…) “Talvez como em nenhuma outra época, será necessário que invoquemos e exerçamos as potências do pensamento – a arte, a filosofia, a ciência – para que possamos, como queria o filósofo Friedrich Nietzsche, ser uma ponte entre o primata e o além-do-homem.” (Luiz A. Oliveira – Físico Cosmólogo)


Não sou pessimista, tampouco otimista, mas realista! Falo, posto que é fato que resisti, que você resististe e, se tantos resistem porque não haverá de ser potencializada e ampliada esta “massa afirmativa “ do vir a ser, em direção à ética de vida, estética da Amizade que para crescer precisa do outro lado dos que estão a nos provocar e desta forma incitando mais densas meias-noites das quais nascerão novas auroras? Auroras de entendimento aproximações, aglutinações, coagulações? Diminuindo as distâncias, provocando rupturas, dobras, desenvelopando projetos, idéias, utopias, soltando a fala da verdade dos jovens que entram idealistas nas Universidades e saem repetitivos, desencorajados pelo sistema.
Lembro-me de Foucault “
o pensamento não é coisa de especialistas, mas um exercício de vida.

Manifesto minha gratidão a todos que comigo interagiram nestes últimos meses e anos, cada um em sua originalidade, sinceridade, ecos e silêncios estiveram presentes afetando e potencializando-me e, contribuíram intencionalmente ou não às transformações, rupturas, dobras, entendimento e são produtores de ressonante amizade à vida nas suas mais distintas manifestações.

Desejo dizer de como seus abraços virtuais bem como sua consideração em dialogar, manifestar suas opiniões, que aqueceram meu coração, este órgão sonoro, rítmico que com abraços musicais, (forma linda dum amigo assinar) harmoniza-se com as pulsações do coração da Grande Mãe bem como na manutenção do FOGO Ardente em mim que através destas generosidades manifestas é potencializado!

No meu entender precisamos recuperar ou encontrar o caminho do meio, nem tanto a terra nem tanto ao céu, o caminho do coração centro estrelar no homem que de braços abertos à vida e aos seus semelhantes abre-se ao TUDO e potencializa o vir a Ser o que se é a cada instante, seres em construção, produtores e reprodutores de afetos.

Não dá para abraçar sem esticar os braços, não é possível “abraçar musicalmente” sem que o coração esteja encostado, colado ao outro coração na mesma freqüência de onda, em sintonia com a calma, força, coragem e consciência do Aqui e Agora no ATO de abraçar, atentos a nossa respiração e a do outro. Abraços potentes provocam erupções, devastações às vezes… Por este motivo são “perigosos”!

Abraçamos quando lançamos nossas corajosas palavras e idéias independentes aos que desejam ouvir, tentamos ser gente, presentes! Mesmo quando nossas idéias soam muito absurdas há alguém generoso que provoca reflexões. Porém sem correr riscos e soltar um pouco de loucura às vezes, nada retorna tampouco ecos são produzidos.

Brindo aos Feedbecks modificados pela ação do tempo no vento do coração/pulmão amigo. Brindo aos novos amigos que ainda não conheço pessoalmente e que me presentearam com seus livros, CDs, DVDs, Cartas, e-mails, twitts, recados e etc. e em suas dedicatórias e assinaturas pude sentir pulsar em meus longos dedos (extensão do coração sua caligrafia tensa, breve e carregada de sentido humano, gentileza e generosidade.). Brindo a cada um de vocês com suas realizações e conquistas pois me afetam, contribuem pra minha constante transformação.

Estamos vivos e Isto é espetacular!

Tenho pensado sobre valores, como sempre me referendando à Nietzsche, não há valores a serem criados, é preciso recuperar a inocência, a criança que brinca ao descobrir com o próprio corpo o vento, o ar. A grandiosidade da liberdade dum menino de ano e meio que corre e sente seu cabelo, pele e sorridente, surpreendendo-se com a novidade e seu valor sem nome!

Tenho sentido os afetos que me chegam não somente os alegres, mas os tristes e os discursos de opinião também valem, vale mostrar o quanto não se sabe, vale perguntar, rabiscar, lambuzar a tela com os dedos, lamber o papel, salivar, manifestações do ser e estar no mundo.

E, quando não houver palavras… Há braços, traços horizontais a canalizar e atualizar a tendência à verticalidade, individualismo que empobrece nossa espécie que afasta-nos do circulo cíclico e fluídico da inter/criatividade.

Abraçar não pendurar-se ou agarrar-se, abraçar é troca, reciprocidade, fraterna e generosa!

Carecemos de generosidade, inocência, abundância, desprendimento dos corações pulsantes diante disto os atos de solidariedade são migalhas.

Amigos: parceiros de buscas de entendimento, de contato, cada atitude me foi preciosa!

Quem foi que disse: O destino do homem é tornar-se homem? Não lembro… Mas, esse é meu desejo! Não ter medo do tempo que passa e me tornar cada dia menos resistência, menos força e mais abraço, mais reciprocidade, mais abertura. Sem excessos, com inteligência e liberdade!

“Um dia podemos descobrir que toda viagem é, de algum modo, uma peregrinação em busca de um lugar que é o coração do viajante.
Seu destino é a sua realidade interior.
Mas faz parte do ritual, a busca de lugares distantes, onde seu coração sempre vai desejoso de um encontro que nem sempre acontece.”( Poema Zen )


Ref.: Trechos adaptados de Wírginia Fullberch