Se, as vezes, quase sempre!

Se eu fosse um livro, seria a história de um homem e uma mulher.
Eles se conhecem e se apaixonam no primeiro capítulo.
No segundo, a paixão vira amor. Mas não deixa der ser paixão.
No terceiro, o amor vira amizade. Mas não deixa de ser amor e paixão.
E esse livro termina no quarto, onde eles viram apenas um. Mas não deixam de ser dois!!

As vezes te odeio por quase um segundo… Depois, te amo mais!

Quase sempre te espero sentada na janela, com vestido estampado balançando as pernas com o sorriso e olhar de menina!

Quase sempre aquela janela fica aberta… E mesmo que eu não esteja lá, quase sempre, estou esperando!

Das lições do Mestre!

Exagerada. Egoísta. Ingrata… Vão dizer, com certeza! E sei que sou mesmo e não vejo problema nisso é uma fase que se estendeu e talvez eu tenha me tornado isso: Menos perfeita, mais humana!

Quem é perfeito também vai pro inferno! (fato!)

Hoje eu não quero mais nada, além de terminar meus programas de computador, escrever meus poemas, ler meus livros, me curar das minhas doenças!

“Ler os mangás do Mestre. Fica um tributo ao meu Mestre.”

Ele, o meu Mestre, ficou lá na chuva comigo, se molhou comigo, de pé, esperando eu me levantar. Ficou lá e me ajudou a me recuperar. Me fez rir de tudo aquilo. Grande amigo. Grande Mestre.

Algumas pessoas realmente merecem ser felizes, não é?

Algumas outras deviam viver a vida infeliz que lhes é digna.

Algumas pessoas fingem ser o que não são e acaba tudo numa questão de ótica… Ilusão de ótica!

Algumas pessoas são felizes por um tempo, depois abraçam a infelicidade com resignação.

Algumas são tão infelizes que se tornam incapazes de ver e ter felicidade.

Mas o Grande D não é justo, não é?

Enfim, tudo isso, só nos torna mais fortes… Isso eu também aprendi!

Haiti – Esperança

O governo federal anunciou neste sábado que criou um banco de dados para centralizar e armazenar as informações sobre as doações que chegam de todo o Brasil, com isso garate que TODAS as doações arrecadadas chegarão ao Haiti, mesmo havendo déficit nas acomodações por lá.

Cada tipo de doação será entregue num determinado órgão Federal, tendo como base suas sedes municipais e estaduais.

Para doar Comida e Água

A doação de alimentos e água engarrafada vai ser coordenada pela Defesa Civil. De acordo com o governo, alimentos prontos para o consumo são prioridade (não precisa de água e condimentos para preparação), com prazo de validade de no mínimo de 3 meses:

Exemplo:

Biscoitos

Barras de cereais

Frutas desidratadas

Proteinas enlatadas (atum, sardinha, fiambre,etc)

Bebidas engarrafadas (água, suco, achocolatado, energético)

Todas as unidades da defesa civil, inclusive as estaduais e municipais, estão preparadas para receber as doações. O site para informações é http://www.defesacivil.gov.br

São Paulo: COORDENADORIA ESTADUAL Defesa Civil – CEDEC/SP

Avenida Morumbi, 4.500 – 2º andar

Palácio dos Bandeirantes – São Paulo/SP – 05650-905

Expediente: 09:00h às 18:00h

Coordenador CEL. PM LUIZ MASSAO KITA – Secretário Chefe da Casa Militar e Coordenador Estadual de Defesa Civil

Diretor: Ten. Cel. PM José Félix Drigo – Secretário Executivo e Diretor do Departamento de Defesa Civil

Para saber qual o posto da Defesa Civil mais próximo de sua residência entre em contato:

Telefones: (11) 2193-8303 / 8305 – Fax: (11) 2193-8701

E-mail: defesacivil@sp.gov.br – Sítio: http://www.defesacivil.sp.gov.br

Para doar Remédios

No caso da doação de medicamentos e oferta de serviços médicos, a coordenação está com Ministério da Saúde. O telefone de contato é 192 e o e-mail é missaodeajudasamu192@saude.gov.br

Para ofertar Serviços voluntários

O GSI vai coordenar a oferta de outros serviços. Os contatos com o GSI podem ser feitos pelo telefone (61) 3411-1297 e pelo e-mail saei@planalto.gov.br

Vale frisar que devemos enviar só o necessário segundo o site do G1: O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Jorge Félix, destacou que o Brasil tem procurado enviar ao Haiti apenas as doações que são pedidas por aquele país e pelos representantes brasileiros que estão na região do terremoto.

Para as empresas que se interessarem em doar em grandes quantidades (segundo eu apurei foi assim que o Hospital Dante Pazzanese pode enviar as doações direto aos Bombeiros) é necessário efetuar um cadastro no site: http://www.defesacivil.sp.gov.br/novo/menlink2.asp?men=610

Hoje estava jantando em frente a televisão e foi impossível não soltar lágrimas ao ver a situação daquelas pessoas na cobertura do Jornal Nacional, impossível também foi continuar comendo tendo visto o sofrimento de idosos, crianças, mães e pais de família numa fila desuhumana para “tentar” obter um pouco de comida… Infelizmente, grande parte dos rostos que vi na reportagem sairam da fila de mãos abanando…

Deus abençoe aquele país e nos dê a consciência necessária para não nos paralisar no nosso egoísmo…

Todas as informações deste texto estão de acordo com o site do G1 e Defesa Civil;

Beijos, com carinho!

Verbos sujeitos

Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar

Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar

Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar

Taras pra te morder
Cartas pra te selar
Sexo pra estremecer
Contos pra te encantar

Silêncio pra te comover…
Música pra te alcançar…
Refrão pra enternecer…
E agora só falta você

Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar
Meus verbos em aberto pra você me conjugar

Quero…vou…fui…não vi…voltei…
Mas sei que um dia de novo eu irei!!


Toda manhã…

A você, que tem um porta-retrato do filho ao lado do computador, com folhas atoladas na segunda gaveta, que não acredita em nada mais para não forçar a esperança a acreditar em você, que entrou neste livro talvez por acidente ou por curiosidade, que mal passou os olhos pela primeira linha e viu que não era com você, peço que fique mais um pouco para descobrir realmente que não é com você. Nada disso é com você; e tudo pode vir a ser. É com você, que nunca está satisfeita com a altura da cadeira, mas também não sabe como girar a manivela, que diminui os passos para escutar o bambu plagiando a chuva, que falo.
A você, que gostaria de ser mais percebida, mais elogiada, mais viva, que ninguém nota o vestido novo, o cabelo cortado, que chega ao trabalho pensando que causará outra impressão, e o espaço vai repetindo o dia anterior.
A você, que cuidou dos irmãos pequenos, que comprava cigarro para o pai e leite para a mãe, que teve que pular a janela para sair com os amigos.
A você que não está satisfeita com o emprego, com os hábitos, com o número das calças, com o guarda-roupa, com o guarda-chuva, que espera as próximas férias como um domingo prolongado, que gostaria de dormir mais e ser penteada pelo vento antes de acordar.
A você, cheia de expectativas, que se diplomou e pensou que tudo estaria resolvido, que se casou e pensou que tudo então estava pronto, que teve um filho e pensou que tudo estava chegando. Não a conheço, muito menos sei o que lhe aconteceu na infância, qual foi o primeiro namorado, a primeira transa, o primeiro choque, o primeiro porre, o primeiro do primeiro amor, o primeiro do último amor; é justamente a você que começo a escrever dentro de sua desistência.
A você, que nunca pensou que o riso também precisa de aquecimento para não se machucar em rugas, que deseja ler de manhã e viver o que se lê de tarde, e que não lê de manhã e nem vive de tarde, e sobra a noite para fazer de noite.
A você, que é uma promessa de cheiro, de chá, que coloca perfume nos pulsos e no pescoço, que tem receio de chorar onde não se chora, de falar o que não se deveria, que se controla e se autocensura para não se entregar.
A você, que passou a vida a disciplinar o desespero, que segura a bolsa perto do quadril, que é suave para olhar de canto.
A você, que está aqui e não se resolve, porque não é aqui que está, mas dentro daquilo que procura. Alguns procuram um endereço; outros, um sentido.
A você, que escuta o sangue e não entende.
A você, que quer explicações para não se contentar com relatórios, para não se apaziguar em brincadeiras, que não usa relógio para não ser infiel à aliança, que repara as laranjas germinando abelhas na hora do almoço.
A você, que não duvida ao assinar o nome, mas troca invariavelmente a data.
A você, que em toda manhã regressa de seu mais fundo e ninguém repara o seu esforço para subir à superfície.
A você, que parece sombra quando a água passa, que parece água quando a sombra senta; a você quero dizer: eu desapareço em você.
Do livro “O Amor Esquece de Começar”
Editora: Bertrand Brasil