A moça… Pra quem muito amou na vida!

Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode praver, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?

A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça… Ela muito amou, ama, amará e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.

Tomara, tomara, tomara…

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais…

Vinícius de Moraes

Amor, carinho e cuidado

Amor, Carinho e Cuidado…

 

Amanhã de manhã
Vou pedir o café pra nós dois
Te fazer um carinho e depois
Te envolver em meus braços…

Roberto Carlos


Todo relacionamento necessita de alguns ingredientes… Criatividade, admiração, amor, cumplicidade, muito carinho e alguns cuidados. Disso tudo, tenho para mim, que o mais importante é o Amor, depois o carinho e o cuidado intrínseco nele.

A vida é muito corrida, o mundo pode ser um lugar bem hostil e as pessoas podem nos machucar mesmo sem saber, mesmo sem querer. Isso tudo nos afeta e, se deixarmos, acaba afetando nossos relacionamentos negativamente, de forma que deixemos o Amor falir, o carinho diminuir e descuidemos das pessoas com quem nos relacionamos.

O foco de um relacionamento é a pessoa, a sua pessoa, o seu eu e a pessoa do outro, o eu do outro… Há quem se relacione com coisas materiais, também é relacionamento, mas não é desse tipo que estou falando.

Tenho aprendido nos últimos meses que amor, carinho e cuidado nunca são demais e em excesso só fazem bem! E quanto mais se dá mais se tem para dar, é algo que cresce em nós a medida que nos doamos ao outro.

Todo mundo, todo mundo mesmo, precisa de amor, carinho e cuidado. E posso demonstrar todo o amor que tenho em mim por meio de um sorriso, de uma gentileza, da gratidão por um gesto recebido; Isso gera um ato de carinho que sai de mim e um certo cuidado nasce!

Amor, carinho e cuidado formam um ciclo de ações que têm retorno, que geram um carma positivo para nossa existência e que enchem o mundo (o nosso mundo) das mais belas sensações.

 

Amor, carinho e cuidado, é o que eu desejo que todos os meus queridos recebam todos os dias, de mim e do mundo!

 

Tu que me deste o teu carinho
E que me deste o teu cuidado,
Acolhe ao peito, como o ninho
Acolhe ao pássaro cansado,
O meu desejo incontentado.

Manuel Bandeira